Porque toda família merece proteção

Aqui você encontrará informações sobre a ABRAFH e conhecerá a nossa história. Em breve, nosso site estará completamente reformulado, com conteúdos exclusivos, agenda de eventos e discussões a respeito do estatuto da família, adoção, inseminação e muitos outros assuntos.


Sobre a ABRAFH

A ABRAFH é uma entidade da sociedade civil organizada que reúne famílias na busca pelo reconhecimento social e pela proteção de seus membros. Originalmente integradas apenas pelas mídias sociais, as famílias que compõem nossa associação hoje estão distribuídas em uma rede de solidariedade e acolhimento que se expande por todas as regiões do Brasil e pelo exterior. 

A ABRAFH se destina a todas as famílias que possuam ao menos um componente LGBTI+ (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, intersexuais e outros). Todas as configurações familiares são bem vindas e acolhidas sem preconceitos.

Desde a sua fundação, a ABRAFH pautou sua agenda pela visibilidade positiva e reivindicou o papel de proteger e zelar pelos interesses, direitos e bem-estar das famílias LGBTI+ brasileiras.

A preocupação maior ainda repousa na necessidade do fortalecimento e empoderamento dos núcleos familiares com pessoas LGBTI+, por meio da educação, da cultura, do acesso à informação e da inserção social.

Em síntese, o que une os membros associados na ABRAFH é o sonho da construção de uma sociedade evoluída que respeite a diversidade no mais amplo sentido e que possua leis de amparo específico.

As conquistas das últimas décadas são grandes, porém muito ainda podemos fazer. Afinal, enquanto as orientações sexuais, as identidades de gênero e a intersexualidade forem subjugadas e desrespeitadas no seio das famílias e na sociedade, a ABRAFH ainda se fará necessária.

Histórico

O embrião da associação foi implantado nos corações dos idealizadores em 2013, quando no mês de dezembro foi realizada uma audiência pública na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado Federal para discutir as "Novas Famílias”. Organizada pela servidora pública do Congresso Nacional, lésbica e mãe, Marília Serra.

A audiência contou com as presenças de Laura Castro - produtora cultural, mãe, e integrante de uma família homoafetiva; Cristina Lerosa – empresária, mãe e integrante de uma família homoafetiva; Maria Berenice Dias – advogada e doutora em direito homoafetivo; Luciano Mariz Maia, representante do Ministério público Federal (MPF); da senadora Ana Rita e de Gustavo Bernardes, coordenador de promoção dos direitos LGBT da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. A partir desse encontro, diversas questões práticas foram levantadas e, para continuar avançando nas discussões, nasceu a ABRAFH.

O primeiro Conselho Diretor eleito (2015 – 2017) foi composto por Rogerio Koscheck (presidente), Marilia Serra (vice-presidente), Ana Lucia Lodi (diretora de relações institucionais), Ana Paula Mello (diretora administrativa), Mônica Haberlehrner (diretora financeira) e Laura Castro (diretora de comunicação).

O I Congresso Internacional promovido pela ABRAFH foi realizado em 2016. O evento foi um divisor de águas na visibilidade das pessoas e famílias transexuais. Na ocasião, ocorreu um intenso debate sobre a representatividade das pessoas transexuais e travestis na ABRAFH. Encaminhou-se que, por mais que o neologismo homoafetividade possuísse a intenção de abraçar as mais diversas composições familiares, as famílias transafetivas, marcadas pela questão da identidade de gênero, mereciam o devido destaque. Nasce assim a expressão Homotransafetivas.

Em consequência do acúmulo de saberes e da evolução dos debates entre os membros, uma Assembleia Geral Extraordinária foi realizada em 2017 com o objetivo de estabelecer diversas mudanças no estatuto social, dentre elas o nome da associação. Por maioria, os membros fundadores decidiram que a ABRAFH passaria a ser denominada Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas. Ainda no mesmo ano, foi realizada a Assembleia Geral Ordinária para eleição do novo Conselho Diretor (biênio 2017 – 2019).

Desde então, o Conselho Diretor passa a ser composto por Saulo Amorim (presidente), Alexya Salvador (vice-presidente), Emerson Gonçalves (diretor de relações institucionais), Claudina Ozório (diretora administrativa), Rogerio Koscheck (diretor financeiro), Elias Santos (diretor de comunicação), Patrícia Gorisch (diretora Jurídica), Job Borba (coordenador centro-oeste), Lícia Barros (coordenadora nordeste), Ruy Tadeu (coordenador norte), Felipe Pinheiro (coordenador sul) e Fernanda Sabatini (coordenadora sudeste).

Em 2018, a ABRAFH, em parceria com a Comissão de Diversidade da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional do Distrito Federal (OAB-DF) e com o Instituto Brasileiro de Direito das Famílias do Distrito Federal (IBDFAM–DF), realizará o II Congresso Internacional da ABRAFH em Brasília, de 17 a 20 de julho de 2018, cujo tema será “As famílias LGBTI+ e a resistência no afeto. Contra qualquer tipo de retrocesso, avançaremos em proteção, dignidade e respeito”.

Atuação

A ABRAFH é laica e suprapartidária, isenta de quaisquer preconceitos ou discriminações relativas à nacionalidade, cor, raça, credo religioso, classe social, concepção filosófica, orientação sexual ou identidade de gênero.

Alicerçada na visibilidade positiva das famílias, sua atuação se desenvolve em três eixos: 1) aproximação e integração de pessoas LGBTI+ e suas famílias; 2) representatividade política das famílias associadas em território nacional e estrangeiro; 3) intervenção social, com empoderamento e articulação de apoio às demandas dos associados.

Cada vez mais tem se empenhado na busca pela representação das famílias LGBTI+ brasileiras e de seus interesses, a ABRAFH avança nas estratégias de comunicação e visa alcançar os mais distantes recônditos do Brasil. Hoje a associação reúne mais de mil e trezentos membros LGBTI+ em todo território nacional e no exterior. Famílias das mais diversas composições, além de amigos, simpatizantes e apoiadores que estabelecem laços além das mídias digitais, formando grupos que debatem constantemente questões como: registro de dupla maternidade; preconceito na escola; processo de adoção; casamento; sucessão de bens e métodos de fertilização, para citar algumas temáticas.

A troca é sempre muito positiva e as famílias reunidas demonstram gratidão por encontrarem laços de pertencimento. Sentem-se acolhidas com a possibilidade de mostrar a todos que suas famílias são absurdamente comuns, iguais a tantas outras, com os mesmos dilemas, alegrias e desafios.

A associação acredita que toda família que possui ao menos um componente LGBTI+ é uma família ABRAFH. Por isso, visa a união de todas as famílias, independente de quaisquer particularidades.

Pois, com certeza, toda família merece proteção!


Nossos Pilares

Estima-se que no Brasil existam mais de 60.000 famílias LGBTI. Uma grande parcela da população que, cada vez mais, precisa de proteção, apoio e encorajamento.

A ABRAFH acredita que toda família merece proteção e, por isso, pauta suas ações com base em quatro pilares:

1) Divulgação da ABRAFH, para sensibilizar a população sobre as demandas das famílias LGBTI+ brasileiras, em especial homo e transafetivas, bem como para identifica-las e mapeá-las nas cinco regiões do país e no exterior, buscando novas adesões e o fortalecimento pela representatividade no coletivo;

2) Orientação e apoio psicossocial, a partir da implementação de grupos de apoio psicossocial, para troca de experiências, dúvidas e angústias, assistida por profissionais - terapeutas sistêmicos, assistentes sociais, advogados, psicólogos ou psiquiatras;

3) Representação social e política dos associados e suas das famílias no território nacional e no exterior; e

4) Incentivo a propostas artísticas que promovam a visibilidade positiva das famílias LGBTI, acreditando que o preconceito surge do que não se conhece. Afinal, quando a arte retrata e espelha as diferentes configurações de famílias, o tema é desmistificado e o público pode mudar sua percepção. Assim, dá-se um passo fundamental em direção ao respeito e à harmonia.

A partir desses quatro pilares, formaremos uma sólida base, capaz de refletir as demandas das famílias LGBTI+ e, assim, garantir o bem-estar e o pleno direito de todos os seus componentes, em especial as crianças e os adolescentes nelas inseridos.

Por certo, muito ainda precisa ser feito. O preconceito a combater é grande. Os desafios nos campos normativo e jurídico ainda são enormes. Mas, por acreditarmos na força da união e no poder das ações orientadas pelo afeto, avançaremos destemidamente em proteção dignidade e respeito.

Informações

1) ESTATUTO DAS FAMÍLIAS - PLS 470/2013 (Matéria do IBDFAM):
Veja o link


2) JURISPRUDÊNCIAS - Direitos das Famílias (Maria Berenice Dias, org.):
Veja o link


3) TERMINOLOGIAS ADEQUADAS - Manual de Comunicação LGBTI+ (Aliança Nacional LGBTI, org):
Veja o link


4) APOIO À ADOÇÃO - Documentos e orientações (ANGAAD, org):
Veja o link

Contato


A ABRAFH quer saber a sua opinião!
Deixe seu comentário, sugestão, dúvida ou nos escreva:

contato@abrafh.org.br





Repúdio

Com o intuito de se fazer representar politicamente, foi organizada, em dezembro de 2013, uma audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado para discutir as "Novas Famílias”, organizada por Marília Serra (servidora pública e mãe em família homoafetiva), que estabeleceu o primeiro contato com a CDH do Senado Federal, presidida na ocasião pela Senadora Ana Rita (PT-ES). A audiência contou com as presenças de Laura Castro (produtora cultural e mãe em família homoafetiva), Cristina Lerosa (empresária e mãe em família homoafetiva), Dra. Maria Berenice Dias (advogada especializada em direito homoafetivo), Luciano Mariz Maia (MPF), Senadora Ana Rita e Gustavo Bernardes (SDH). A partir desse encontro, diversas questões práticas foram levantadas e, para que continuar avançando nas discussões, nasceu a ABRAFH.